sábado, 21 de janeiro de 2012

Ando procurando frases feitas que me definam e que aumentem meu ego para que os outros pensem que eu sou perfeito ou algo do tipo. Mas não sou. Tenho andado analisando um pouco os lugares onde frequento e passo mais tempo, e é interessante o modo como você se acostuma e sente-se mais a vontade com tudo aquilo. No inicio é tudo tão diferente e novo que você se sente retraido, deslocado. Mas ai passa-se um mês, dois, três, cinco ai já foram onze e nem parece... Conheci muita gente nova que pensei nunca iria encontrar, além dos meus antigos, bons e velhos amigos. As vezes tenho crise de identidade, não sei realmente quem eu sou: se sou timido, calado ou aquele palhaço que todo mundo ri. Nâo curto muito me expor ao léu. Não sei você, mas ja tentei imitar os jeito dos outros, aqueles que achava eu bonito ou destacado, mas percebi que cada um é destacado do seu jeito, e que tentar ser algo que você não é nunca dá certo. Curto poesia, mas desconheço sobre métricas ou regras. Sofro de muita procrastinação, mas não nego que largo tudo por uma noite etílica com meus amigos. A primeira vista, sofro muito pré-conceitos por aparentar algo que não sou, mesmo não sendo minha intenção. Eu ligo para o que os outros falam, mas tenho plena consciência de não viver em função dessas. Acho péssimo quando criam uma imagem sobre você, sem nem ao menos ter trocado uma idéia contigo. Gosto do mar. Meu sonho é ficar velho e morar em frente à praia, vender côco de dia e dormir com barulho das ondas à noite. Acho estranho quando julgam os outros perto de mim, porque se não gosta que façam com você, então porque faz com os outros? Busco coisas que ninguem dá valor como amizades verdadeiras, dias memoráveis com os amigos. Fico lembrando de momentos da minha vida e pensando ''eu realmente era feliz e não sabia''. Sinto falta de coisas simples, de uma rua calma, de um solzinho leve, de uma bola na rua com os amigos, de ficar conversando até altas horas, digno de pura perfeição. Sinto falta do meu passado, meu futuro será melhor? Não sei. Meu passado, nosso passado, acho fascinante. Seja perfeito, pelo menos para alguem.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Lançamentos desordenados de alto risco
corre menino para poder amar
tão sozinho em uma noite clara
solto e calmo
pleno e solenemente
ainda sim, certo de si
caminhando por ruas tortuosas
de largos vazios
de bares enfurnados
procurando algo que não se encontra,
por tempos que não voltam,
sentindo o progresso temporal da eras
e escolhenho sempre caminhos difíceis
de desamores lembrados
de afagos afogados
só por um puro amor
que ainda não se encontrou.

domingo, 3 de abril de 2011

Domingo azul.

Acabei descobrindo
que além do mar
adoro o céu
muito mais que a Terra
muito mais mesmo.
Então, por favor
quando o mar secar
se ele secar
me mande para o céu!
Não para tocar arpas
com os anjinhos
de piu piu de fora
mas pra onde
eu possa ser
um daqueles pássaros
viver em um lugar distante
semi organizado
perto das arvorés
e alegrar a vida
de um outro alguem
que sinta o mesmo que eu.

Rodo cotidiano

Sempre quando eu sento em algum lugar, eu tenho uma mania meio que bem tosca de ficar olhando pro nada. Escolho sempre um bom lugar onde eu possa ver o céu, as nuvens, lugares assim que são bem propícios a imaginação. Eu fico me imagino daqui a vinto anos, como eu devo ta, seu eu vou estar vivo ou morto, bem ou mal, sendo bombeiro ou atendente de telemarketing(uhul!) enfim, muitas coisas. É ai que eu percebo as pessoas ao meu redor.
Geralmente quando você perde algum dos seus sentidos tipo visão ou audição, ou perde uma perna, ou as duas, ou vira cabaço e fica sem os dois braços, algum outro sentido se fortalece. É meio que da lógica humana: o fluxo de energia que iria para os dois braços(no caso se você for cabaço) acaba indo todo para as duas pernas. Fica estilo um upgrade dos membros inferiores, você pode ate virar um Usain Bolt das paraolimpíadas. Muito embora isso não seja muito conhecido popularmente mas qualquer pessoa consegue ampliar pelo menos um dos seus sentidos individualmente(é óbvio que não se compara a audição de uma pessoa totalmente muda mas dá pro gasto). Se você for daquelas pessoas que ri muito alto, ou fala pra caralho e não sabe a hora parar, experimenta calar a porra da boca e só ouvir ao seu redor. Tenta inicialmente escutar as buzinas, a chuva, o vento e principalmente as pessoas que te rodeiam. Tenho certeza que é muito melhor do que ficar falando merda sobre quem comeu quem no BBB ou se a playboy da Ariadna ta com muito ou pouco photoshop pra tentar esconder o brinquedinho dela(ou dele, sei lá).
Enquanto eu fico voando nos meus pensamentos, sempre eu volto em mim com alguem falando algo ao meu redor e geralmente esse maníaco ta em uma entonação acima do limite aceito pela audição humana. Muito embora eu fique muito puto por terem me tirado do meu nirvana imaginário e tentar voltar pra onde eu tava geralmente não adianta, eu acabo me ligando na conversa alheia e já vou logo enfatizando que não é o caso de ouvir a vida dos outros porque se eu quisesse mesmo saber da vida de alguem eu ouviria algo de uma pessoa mais interessante. Você entende muita coisa do mundo só ouvindo, define personalidade, estilo, atitude, idéias somente por ouvir uma determinada passagem de alguma conversa. É claro que geralmente se erra bastante quando se conhece realmente a pessoa em si mas as vezes se acerta e isso é o que importa. Já ouvi tanta coisa doida nessas minhas andanças auditivas que é só lembrar de alguma pro meu dia ficar mais alegre ainda mais nesses tempos de carnaval que tudo que é casal se desmancha "quem é podre que se quebre!".
Entendo muito sobre o que acontece ao meu redor só ouvindo e observando. Defino como princípios básicos para se adequar a qualquer situação em qualquer momento:  o acontecimento relativo, o local, o fenotipo social ao redor e, é claro, as andanças auditivas das pessoas no ambiente mas isso já esta mais do que implícito. Basicamente com isso se consegue estabelecer uma relação amistosa com qualquer pessoa.
Eu sei que parece meio doido até mecanicista demais mas é como eu passo meu tempo quando não tenho nada pra fazer em lugares desconhecidos como escolas novas, faculdades, cursinhos e afins. Ou eu deito e durmo mesmo que é a melhor coisa que eu faço e que eu farei now!


Good night champz!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

00:12

No aguardo, pensando na vida, tentando entender como ela realmente funciona. Deixo minha mente funcionar da maneira que me cabe, não ligo pra regras ou parâmetros. Sou o que sou do jeito que sou, ambiguidade só existe no denotativo. Sigo assim e vou indo.
Não ligo pra detalhes, esplendido! Não acho que tudo se resume a nada, mas com o nada se resume a tudo. Esclareço idéias divergentes, não faço rodeios, conotatividade é bom de se fazer, expressa tudo quilo que você sente em poucas palavras porque é difícil expor tudo com regras de dois mil anos enfiados no cu. Esse tipo de coisa é que interessa, ser algo de acordo com seu mundo, com a sua realidade. Não vejo muito isso hoje. Vejo pessoas tentando viver a vida dos outros, tentando se impor para os outros. Nunca achei isso legal, tento ser diferente, não me ligar a similaridades pessoais. É muito melhor se juntar com pessoas diferentes do que com gente igual à você, não tem graça. Logo de longe já se percebe que tipo de pessoa você é só pelo tipo de amizades que cultuas. É tão previsível que já se torna banal. Todos iguais, jeitos iguais, falas iguais, manias iguais, estilos iguais, tudo igual. Qual é a graça nisso tudo? Onde esta a amizade nisso tudo? Não quero dizer que não exista amizade quando tudo é igual, mas você já deixou de lado aquela amizade cabeça só porque as pessoas do seu meio não são receptivas à essa nova pessoa. Comportamento mesquinho, de gente pequena, que só se importa com aparências e nada mais. Beleza e estilo são os seus pontos principais para uma "boa" amizade.
Eu prefiro bater de frente, ser diferente do previsto. Amizade é uma coisa sem rosto, sem expressão. Digo isso porque o que eu mais vejo são laços fracos sendo desmanchados constantemente por motivos puramente fúteis, sendo que os mais diferentes, aqueles que você nunca iria achar que existisse continua inteiro, pra vida toda, justamente pela presença das diferenças. Ser igual é tedioso, é cancerígeno. Diferença alimenta.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Chego em casa como de costume, arrumo, guardo, olho, sinto, vejo. Tudo normal. Olho pela janela e vejo um céu azul, limpo. "Hoje ta parecendo domingo". Sinto vontade de sair de casa e andar por ai sem rumo, só pra ver o céu me cobrir. Nem saio, fico em casa. O céu fecha. Pego um bukowski só pra relaxar e me deito. Meus olhos pesam. 16:42. "Aí, dá pra tirar um cochilo". Durmo, acordo, durmo, chove, levanto, fecho as janelas, durmo, olho relógio, 17:36, durmo, durmo, sonho e acordo. 17:55. Abro a janela e parece ainda estar claro, "Endomingado hoje". Faço minha mochila e saiu. Entro no elevador. "Chegou rápido...". Desço, vou andando. Meio cabisbaixo, fintando as pessoas ao redor. "Quantas histórias de vida me cercam, nunca paro pra perguntar da vida à eles". Mas são só pensamento então deixo pra lá. Chego perto da parada de ônibus, encontro amigos. "Nem foi pra aula agora né?". Esse ano já tá perdido, deixa pra ano que vem mesmo. Continuo andando pensando no céu de novo, agora já escuro. "Agora sim é uma terça-feira". Chego no treino e mantenho o foco. Ponto de equilíbrio, ponto vital, imobilizações na guarda, kimura, americana. Acho até estranho como pode ser tão fácil quebrar um membro de alguém. 20:00. Volto pra casa, toco a campainha. "É você meu filho?". Entro e vejo que a casa já não esta mais como antes. Tanto faz. Vou pro quarto e desfaço a mochila. "Meu filho, vem jantar". Sento. Não ouço ninguem falar, só o barulho da tv ligada. "Bandidos matam polícias em via pública". De novo. Me levanto, lavo meu prato. Tomo meu banho. "Dia estranho hoje...". Volto pro quarto. Tento olhar o céu mas não vejo as estrelas. "Deve ser a poluição". O celular toca mas eu desligo. Me desligo. 00:25. Fim do dia.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ínfimo

Eu tenho um só
eu tenho dó
continue amêno
heroi do coração pequeno

Viaja no mundo
em sete segundos
não deixa nenhum rastro
O vilão de coração facho

Eu tenho um só
eu tenho dó
continue amêno
heroi do coração pequeno

Desbravou-se no mar
das mils maravilhas
pequeno encontrou em alheio
O coração aventureiro

'Porque ainda continuas
esta busca incessante?'
'Porque quero ter na vida
o mais belo diamante'

Eu tenho um só
eu tenho dó
continue amêno
heroi do coração pequeno

E em embarques e desembarques
pequeno e aventureiro
encontraram seu belo tesouro
bem em frente a um bueiro
E perguntam ao vilão facho
porque desprezara
tamanha grandeza
e ele replicou
com astuta destreza:
'Não vi amor, só vi tristeza
tudo que eu via
confundia avareza
me perdoe, garbosos guerreiros
pelo mal que lhe fiz
ser senhor de desgraça alheia
prefiro mais ser feliz'

Eu tenho um só
eu tenho dó
continue amêno
heroi do coração pequeno

Destruiu-se o coração
de quem sonhava profundo
prefere agora solidão
do que se arriscar pelo mundo
agora clandestino
coração muido
tenta seguir vivo
decorando rodapé de um livro

Eu tenho dó
eu tenho dó
o que era amêno
tornou-se pequeno
e era
e foi..