terça-feira, 16 de novembro de 2010

Chego em casa como de costume, arrumo, guardo, olho, sinto, vejo. Tudo normal. Olho pela janela e vejo um céu azul, limpo. "Hoje ta parecendo domingo". Sinto vontade de sair de casa e andar por ai sem rumo, só pra ver o céu me cobrir. Nem saio, fico em casa. O céu fecha. Pego um bukowski só pra relaxar e me deito. Meus olhos pesam. 16:42. "Aí, dá pra tirar um cochilo". Durmo, acordo, durmo, chove, levanto, fecho as janelas, durmo, olho relógio, 17:36, durmo, durmo, sonho e acordo. 17:55. Abro a janela e parece ainda estar claro, "Endomingado hoje". Faço minha mochila e saiu. Entro no elevador. "Chegou rápido...". Desço, vou andando. Meio cabisbaixo, fintando as pessoas ao redor. "Quantas histórias de vida me cercam, nunca paro pra perguntar da vida à eles". Mas são só pensamento então deixo pra lá. Chego perto da parada de ônibus, encontro amigos. "Nem foi pra aula agora né?". Esse ano já tá perdido, deixa pra ano que vem mesmo. Continuo andando pensando no céu de novo, agora já escuro. "Agora sim é uma terça-feira". Chego no treino e mantenho o foco. Ponto de equilíbrio, ponto vital, imobilizações na guarda, kimura, americana. Acho até estranho como pode ser tão fácil quebrar um membro de alguém. 20:00. Volto pra casa, toco a campainha. "É você meu filho?". Entro e vejo que a casa já não esta mais como antes. Tanto faz. Vou pro quarto e desfaço a mochila. "Meu filho, vem jantar". Sento. Não ouço ninguem falar, só o barulho da tv ligada. "Bandidos matam polícias em via pública". De novo. Me levanto, lavo meu prato. Tomo meu banho. "Dia estranho hoje...". Volto pro quarto. Tento olhar o céu mas não vejo as estrelas. "Deve ser a poluição". O celular toca mas eu desligo. Me desligo. 00:25. Fim do dia.

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