No aguardo, pensando na vida, tentando entender como ela realmente funciona. Deixo minha mente funcionar da maneira que me cabe, não ligo pra regras ou parâmetros. Sou o que sou do jeito que sou, ambiguidade só existe no denotativo. Sigo assim e vou indo.
Não ligo pra detalhes, esplendido! Não acho que tudo se resume a nada, mas com o nada se resume a tudo. Esclareço idéias divergentes, não faço rodeios, conotatividade é bom de se fazer, expressa tudo quilo que você sente em poucas palavras porque é difícil expor tudo com regras de dois mil anos enfiados no cu. Esse tipo de coisa é que interessa, ser algo de acordo com seu mundo, com a sua realidade. Não vejo muito isso hoje. Vejo pessoas tentando viver a vida dos outros, tentando se impor para os outros. Nunca achei isso legal, tento ser diferente, não me ligar a similaridades pessoais. É muito melhor se juntar com pessoas diferentes do que com gente igual à você, não tem graça. Logo de longe já se percebe que tipo de pessoa você é só pelo tipo de amizades que cultuas. É tão previsível que já se torna banal. Todos iguais, jeitos iguais, falas iguais, manias iguais, estilos iguais, tudo igual. Qual é a graça nisso tudo? Onde esta a amizade nisso tudo? Não quero dizer que não exista amizade quando tudo é igual, mas você já deixou de lado aquela amizade cabeça só porque as pessoas do seu meio não são receptivas à essa nova pessoa. Comportamento mesquinho, de gente pequena, que só se importa com aparências e nada mais. Beleza e estilo são os seus pontos principais para uma "boa" amizade.
Eu prefiro bater de frente, ser diferente do previsto. Amizade é uma coisa sem rosto, sem expressão. Digo isso porque o que eu mais vejo são laços fracos sendo desmanchados constantemente por motivos puramente fúteis, sendo que os mais diferentes, aqueles que você nunca iria achar que existisse continua inteiro, pra vida toda, justamente pela presença das diferenças. Ser igual é tedioso, é cancerígeno. Diferença alimenta.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Chego em casa como de costume, arrumo, guardo, olho, sinto, vejo. Tudo normal. Olho pela janela e vejo um céu azul, limpo. "Hoje ta parecendo domingo". Sinto vontade de sair de casa e andar por ai sem rumo, só pra ver o céu me cobrir. Nem saio, fico em casa. O céu fecha. Pego um bukowski só pra relaxar e me deito. Meus olhos pesam. 16:42. "Aí, dá pra tirar um cochilo". Durmo, acordo, durmo, chove, levanto, fecho as janelas, durmo, olho relógio, 17:36, durmo, durmo, sonho e acordo. 17:55. Abro a janela e parece ainda estar claro, "Endomingado hoje". Faço minha mochila e saiu. Entro no elevador. "Chegou rápido...". Desço, vou andando. Meio cabisbaixo, fintando as pessoas ao redor. "Quantas histórias de vida me cercam, nunca paro pra perguntar da vida à eles". Mas são só pensamento então deixo pra lá. Chego perto da parada de ônibus, encontro amigos. "Nem foi pra aula agora né?". Esse ano já tá perdido, deixa pra ano que vem mesmo. Continuo andando pensando no céu de novo, agora já escuro. "Agora sim é uma terça-feira". Chego no treino e mantenho o foco. Ponto de equilíbrio, ponto vital, imobilizações na guarda, kimura, americana. Acho até estranho como pode ser tão fácil quebrar um membro de alguém. 20:00. Volto pra casa, toco a campainha. "É você meu filho?". Entro e vejo que a casa já não esta mais como antes. Tanto faz. Vou pro quarto e desfaço a mochila. "Meu filho, vem jantar". Sento. Não ouço ninguem falar, só o barulho da tv ligada. "Bandidos matam polícias em via pública". De novo. Me levanto, lavo meu prato. Tomo meu banho. "Dia estranho hoje...". Volto pro quarto. Tento olhar o céu mas não vejo as estrelas. "Deve ser a poluição". O celular toca mas eu desligo. Me desligo. 00:25. Fim do dia.
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