Nessa falta de sentimento em que nos continuamos vivendo é engraçado como sempre falta algo, ou como sempre nada satisfaz. Deveria haver um manual no qual tudo estaria esquematizado para não haver nenhum problema que faça você perder um dia, ou dias, e que te polpe do trabalho de sofrer por pensamentos.
Mas nada disso existe, o único meio de se conseguir viver é simplesmente vivendo. Nada te agrada ao ponto de te motivar a fazer o que é certo ou mais provável, mas acontece com todos e isso é o que menos importa. Existe muitos meios de se viajar, por pensamentos é um deles, mas quando você percebe já se vê preso a eles e os valoriza demais ao ponto de não querer larga-los e simplesmente ir ver como tudo é. É um mal necessário e faz a vida de muitos ser como é. Você não para, não consegue um meio termo, só os seus pensamentos te dominam, nada parece ser perfeito ou algo equivalente. Só me diga por onde sua mente viaja e eu digo como seu caráter é, nas profundezas da alma nada é inverídico, tudo se descobre. Assim como poemas tem seus autores, as vidas tem suas dores, e amores. Prendo-me ao invisível, os pensamentos fluem de uma maneira diferente agora. O que pode ser? Não sei, só sei que meu sono é na maioria meu mais fiel companheiro, que me proporciona sonhos dos mais perpétuo e me tira dessa realidade pífia onde nada satisfaz. Gasto muito para se fazer pouco mas faço pouco por muitos, que me ajudam a viver mais em paz e harmonia. É exatamente isso que se deve ter. Um pouco. Só aquilo que te equivale a vida, aquilo que te completa de várias maneiras e de maneiras várias. Sinto que é isso que me falta.
E agir de maneira que o destino te ajude não faz de você mais vivo ou mais feliz e completo, porque abdica-se de muita coisa para se chegar onde se chega, e agir assim quase nunca alcança-se algo. Por isso me prendo à pensamentos, pois não aceito essa maneira de viver, viver preso a valores morais no qual não se tem a mínima idéia de onde veio, mas acredita como se fosse uma verdade sua. Minha maneira é diferente dos outros, sendo que essa maneira não me exclue dessa nossa realidade mas me alivia de certos pesos que a sociedade me faz carregar. Minhas epifanias fluem. Trabalhar pra viver e viver pra trabalhar. É isso que você chama de vida? Prefiro a minha. Ou prefiro a sua, não sei. Prefiro a de todos do mundo inteiro que juntos povoam nosso pequeno mundo. Mas mesmo assim continuo indiferente, e nem mesmo eu me entendo. Acho que vou pegar uma mochila e sair por ai, sem rumo, sem destino, pra ver se eu encontro algo que me complete, que me alivie e me purifique por inteiro, e não essa ilusão que todos vivem. Vou chegar ao fundo de tudo, pensar por mim mesmo e não ter ninguem que me iluda ou me controle. Ser preso à valores não me atraí mais, ter valores não me contraem mais. Voar.
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